Pra mim que achava que o orkut era a maior “database” de pessoas na internet, descobrir o twitter foi interessante. Muito porque passei a vê-lo como uma potencial ferramenta de relacionamento corporativo, para formar um network interessante. Na verdade já o conhecia, mas não via utilidade (o velho hábito de julgar o livro pela capa, de ter medo do que não conhecemos).
Descobri que o twitter tem coisas interessantes, como vagas de estágio, dicas de design, informações que vão de promoções, passam por Jonas Brothers e esbarram em festivais de cinema no Brasil.
Entretando, com grandes poderem vêm grandes responsabilidades. Quando você faz o seu twitter e começa a seguir seus amigos, outras pessoas que você não conhece começam a te seguir. Na maior inocência do mundo e para retribuir o gesto cordial você clica no “follow” também. E quando volta para a sua “home” descobre que a sua “casa” foi bombardeada por centenas de mensagens sobre várias coisas que não têm relevância alguma, pra você, e ai sim você percebe que aquele gesto cordial era de um pseudo-filósofo/ativista político/critico de blockbuster/poeta e sei lá o quê querendo audiência para seu blog.
Não sei quanto as outras pessoas, mas eu não entro no twitter procurando por um novo maomé para “seguir”. As pessoas querem virar ícones de uma geração com 140 caracteres. Citações, gente querendo explicar o mundo, RT da Sabrina Sato, petistas e outras coisas desagradáveis começam a aparecer no seu twitter, partindo de pessoas que querem ser seguidas pelo maior número de pessoas possível.
Não entendo isso. Se entendesse teria esse blog.
Aliás, a propaganda é a alma do negócio:
@_patricias